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A chuva bate fina e delicada na janela. O frio vem junto, acompanha cada gota. Coloco minha mão para fora e sinto a água gelada escorrendo entre meus dedos. Paro e volto então a realidade. Tento me deitar e dormir. Não consigo. Algo estranho aperta em meu peito. A insônia me domina. Penso então em escrever. Escolho um tema. O amor. Como inspiração, uma música. Começo a desenhar cada letra no papel, palavras se formam e aquele aperto fica mais forte. Me machuca. Me corrói. Tento colocar tudo isso naquela pequena folha de papel. Ao falar de você, meu olhos se enchem de lágrimas. Sinto uma delas deslizar pelo meu rosto ao escrever seu nome. Não me deixo abater. Não posso. Não devo. Meus pensamentos e meu punho fazem me lembrar do teu beijo, do teu abraço, da forma como você me pegou. Você me faz tremer. Me coloca em transe. É algo que não consigo mais dominar. É mágico. E tudo isso fica no papel. Ao terminar, sinto que o aperto se foi. Mas o amor? O sentimento mais puro, sublime e bonito. Esse fica para sempre. Guardo o que escrevi em uma caixa com cartas e declarações. Me deito. O travesseiro é meu fiel companheiro. Sente cada lágrima que cai dos meu olhos apaixonados. A insônia passa. Começo a ficar sonolento e penso. Essa foi a melhor saída que eu tive pra dizer o quanto alguém pode se tornar especial. Não deixe nunca o sentimento do amor morrer. Um carinho, um
beijo de boa noite, um abraço. É tudo que preciso.
Diego Becker.